Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Deolindas Há Muitas….Ou As Várias Lutas de Classe!

“Numa entrevista à VOA, Sakala afirma que o Governo "não permite que se realizem actividades políticas" nas regiões do interior, mais distantes dos centros urbanos. O comandante da polícia do Huambo, Elias Luvulo, acusou o deputado Kamalata Numa de ter visitado aldeias do Huambo sem o conhecimento das autoridades, salientando que essas visitas carecem de autorização.” “publicado 14:52 11 fevereiro '11 O militante da UNITA António Kaputo foi hoje condenado a 45 dias de prisão com pena suspensa por três anos pelo tribunal provincial do Huambo, Angola, o que levou o secretário-geral do partido a terminar a greve de fome. Secretário-geral da UNITA termina greve de fome após condenação de militante a 45 dias de prisão com pena suspensa “ In, Internet Deixo-vos, neste meu texto, vários textos que mostram como funciona a “Democracia” em Angola – muito, mas mesmo muito, limitadamente. Por isso, vemos um cidadão a ser preso e a ser condenado, a 45 dias de prisão com pena suspensa, por arvorar, no Huambo, publicamente, uma bandeira partidária, no caso da UNITA. Eis porque reafirmo que Deolindas há muitas, mas acentuando, desde já, que ainda bem que surge uma canção protesto que vira sucesso entre os jovens, pois é essencial que a Juventude se reconheça em algo, a partir do qual se afirme política e socialmente. Mesmo que não concordando comigo e mesmo que não concorde com o teor desse protesto. Na verdade, goste-se ou não, acredite-se ou não, entenda-se ou não, Portugal é um dos países privilegiados e com privilegiados do Mundo. Vivemos uma Democracia onde o acto de insultar o primeiro ministro quase que é bem visto pelos meios judiciais – experimentem fazer o mesmo em Luanda! Vivemos uma Democracia onde existe o direito à greve, à negociação colectiva de trabalho, à concertação social, à saúde pública, ao ensino publico, à protecção social e à segurança social – experimentem encontrar tal em Luanda! E, reparem, falo em Luanda, porque experimentem sair de Luanda e verão então o mais explícito dos totalitarismos a funcionar, como vemos com o caso do António Kaputo – 45 dias de prisão suspensa por empunhar, hastear uma bandeira partidária na 2ª/3ª cidade de Angola e um policia a censurar publicamente um deputado! Não nos comparemos com os mínimos mas sim com os máximos, dir-me-ão. Erro. Temos de nos situar, e situamo-nos comparando-nos com ambos, mínimos e máximos, por forma a aquilatarmos do percurso já percorrido! Temos, em Portugal, uma forte percentagem de Jovens, muitos deles licenciados, desempregados? Temos pois. Mas em Angola o desemprego anda pelos 27/30 %, afectando todos, dos licenciados aos não licenciados e mais, se não és do partido do poder não se trata de auferires menos, trata-se de poderes nem ter vida. Temos jovens que vivem aos 30’as em casa dos pais? Temos pois mas os pais têm casa, o que não é bem o mesmo em Angola! Temos as prestações sociais em redução? Temos sim, pois, estando em crise, torna-se difícil saber como encontrar soluções que sejam suficientemente abrangentes, mas, sobretudo, falta-nos, em alguns sectores económica e socialmente dominantes, o sentimento de solidariedade suficiente para que a justiça redistributiva seja naturalmente aceite. Esses preferem dar aos pobrezinhos, ….para ter um lugar no Céu, esquecendo aquele versículo segundo o qual é mais fácil um camelo passar por um buraco da agulha que um rico entrar no reino dos Céus… E, assim, alguns protestam porque, ganhando largamente acima de 5 000 euros mês, lhes será retirado 10%, e outros, que convivem bem com 1 000 euros por dia, não se sentem mal com o ambiente social onde vivem, e nada fazem por mostra a solidariedade que deveriam mostrar por quem os remunera de tal forma, pois são a larga maioria dos que auferem a média salarial dos 700 euros mês que os sustenta nos mil euros dia! Mas felizmente não temos Pessoas que, com esmolas e outros, não conseguem auferir mais que um dólar por dia como em Angola, onde 30% das Pessoas vivem assim. Felizmente existem as prestações sociais, a saúde publica, o ensino publico, o Magalhães, etc, pois em Angola o que existe é a generalizada falta de água canalizada, de luz eléctrica, de estradas, de habitações condignas, de escolas condignas, de hospitais e centros de saúde, e, como vemos, como o caso do António Kaputo mostra, de Liberdade! Felizmente, os deputados portugueses circulam livremente em todas as aldeias do país se o quiserem ao contrário do que acontece em Angola onde um chefe da polícia se sente no direito de advertir um deputado da oposição por este querer visitar, sem autorização, aldeias, como sucede com o meu amigo Numa! Não fechemos pois os olhos a esta realidade – os proletários do Mundo não estão na gorda Europa, no gordo EUA, no gordo, Japão, mas sim na famélica África, na subdesenvolvida América do Sul, na Ásia, etc. Zonas do Mundo para os quais só olhamos pela televisão para depressa esquecermos! Porque a falta de solidariedade que sentimos entre nós, por cá, está espalhada, por nós, quando nos comparamos a estes Outros, a estes que estão fora do Mundo dos Ricos! Por isso, sobre António Kaputo nada se diz em Portugal, país irmão de Angola. E dirão alguns estamos como estamos nada mudará…pois eu atrevo-me a dizer, não tomem por certo o que existe hoje! Porque há quem queira que tal deixe de acontecer – aqueles que pretendem destruir os Estados, porque estes são instrumentos que fornecem demasiada segurança a demasiadas pessoas e em demasiados sectores. Encarecendo as actividades económicas. Esses têm capatazes maiores e menores e entre os maiores estão as Agências de Notação nos “países ricos” e os ditadores nos países pobres. Já tive amigos meus que me disseram que não assinariam a Petição pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação porque não valeria a pena e porque outros tratariam do assunto sem chatices! Pois. Contem com o bolo na mão contem….. Eu prefiro dizer Assinem mas é em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 a Petição e reforcem a Campanha que assim travaremos os que querem destruir os Estados e tornar selváticas as economias! Porque se nos movimentarmos por estas razões cumprimos funções que serão positivas para nós, os ricos, e para os proletários de hoje! 10 de Fevereiro de 2011 22:54 O documento que comprova a interdição do hasteamento da Bandeira da Unita no Huambo A nossa bébé democracia não pode prosperar com actos desta natureza, quando as autoridades que exercem o poder público (políticos e autoridades tradicionais) não conhecem e violam a Constituição; neste primeiro ano de vigência, esta Constituição deveria entrar para o record do Guiness, pois no mundo inteiro foi a primeira a ser violada em tão pouco tempo de existência (em Março de 2010 ocorreu a primeira violação com a negação por parte das autoridades da realização da manifestação que a organização OMUNGA pretendia realizar, vários atropelos à lei mãe têm sido cometidos nas zonas diamantíferas no decurso do ano passado e agora há várias denúncias do maior partido da oposição que afinal eu não sabia mas que têm fundamento, de acordo com o documento em anexo. Este documento viola claramente os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos que livremente escolhem um partido político para se filiarem. As autoridades públicas deste país não podem ver estes actos e permitir que a intolerância política reine. Eu quero ver uma Angola onde MPLA, UNITA e outros partidos possam ter uma convivência saudável e um exercício do jogo democrático com as regras estabelecidas na Constituição, pois como alguém do MPLA está semana disse a Constituição é de todos nós, portanto vamos todos cumpri-la, mesmo que isso implique ver a bandeira do nosso adversário hasteada perto de nós. Atenciosamente, Mihaela Webba Noticiaspress
publicado por JoffreJustino às 12:04
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