Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

A Minha Esquerda é Melhor que a Tua Esquerda? (Um debate que Continua com Textos que Recebi…e um Comentário Meu)

As citações de textos recebidos… Como compreendo a sua revolta, é que eu estive precisamente durante todo o dia de ontem com um texto escrito que alterava constantemente para denunciar nos meus blogs essa situação. Cheguei a denunciá-la no Parlamento Global online da SIC, mas aquilo são comentários às carradas sem valor. Estamos rodeados de uma cultura comunicacional perigosa para a Democracia porque à gente a fazer passar estes comportamentos como normais. A Esquerda só se entende, em perigo, com um inimigo comum e mesmo assim é cada um com a sua estratégia. Inimigo comum já temos, o perigo está aí, é tempo de pensar na estratégia. Continuo a aguardar a encomenda da tradução que fiz dos textos em francês e inglês. Saudações João Grazina Enquanto estávamos à espera que a minha filha concluísse uma conversa com umas jovens que invariavelmente votaram em branco, a Claudia observou que faltava uma coisa na escola onde tínhamos acabado de votar: militares armados até aos dentes, com o dedo no gatilho, preparados para qualquer eventualidade. De facto, é fácil esquecer o luxo que é viver numa sociedade em que alguns direitos civis são de facto aplicados. Enquanto na Colômbia o momento de votar pode constituir um risco de vida, há outros países ali ao lado em que os boletins de voto são dados na rua pelo próprio candidato (ou alguém em seu nome… afinal a Democracia é paga pelos interessados e isso implica um investimento a fundo perdido) ou que então embebedam os eleitores à entrada das assembleias de voto, para que possam cumprir o seu dever cívico com toda a alegria que o momento exige. Como disse um amigo, é fácil esquecer que aquilo que temos é o resultado de muitas lutas: houve tempo em que ninguém votava, houve tempo em que só uns podiam votar, houve tempo em que só os homens votavam… Para chegar ao estado actual, foi necessário definir regras que permitiram a Democracia funcionar. Foi necessário que formas antagónicas de interpretar a vida em sociedade cooperassem o que implicou que cada um aceitasse limitações à sua forma de proceder. Esta necessidade de cooperar é uma evidência quando se vive em sociedade, quando se partilha objectivos. Por isso, não entendo o favor que as esquerdas fazem à direita quando partilhando objectivos declaram individualmente que não querem chegar a um entendimento com as restantes, quando não entendem que se partilham objectivos então devem cooperar entre si. Enquanto cada uma das esquerdas estiver convencida que conseguirá absorver o eleitorado das restantes a direita ficará descansada. Alcides Portugal há!!!!! Porque eu sou portuguesa e tenho muito orgulho nisso. Temos riqueza natural, social e cultural que construiu e mantém um país de grande beleza e potencialidades. Realmente, temos maus políticos, pessoas que disso fizeram carreira e não conhecem a realidade, que pensam mais neles próprios do que na grande equipa nacional, pessoas que jogam por meandros escuros e individualistas. Mas os políticos são reflexo da sociedade e são todos os portugueses que os elegem, os que votam e o que deixam nas mãos dos outros o destino do país e ficam em casa no quentinho do sofá! Por isso, somos nós os culpados, pois é! Mas para alguém como eu, que tenho 34 anos, a começar a minha própria empresa, que cresci e fui educada em Portugal e por Portugueses, é impossível pensar que não há Portugal e ignorar tudo o que de bom temos em prol do que mal acontece. Já tivemos a ousadia de fazer tanto, o que nos tornou tão pequeninos? Eu sou Portuguesa e tenho orgulho nisso, ponto final. Boa semana a todos. Tânia Oliveira caro JJustino, algum acordo... mas, por favor, não confundir o PS que governa o país com esquerda! Saudações Meu Caro Amigo O problema da esquerda, é continuar a achar que o PS é um partido de esquerda, por mim que me considero de esquerda, já resolvi esse problema á muito tempo. Não votarei, nem apoiarei o que quer que venha do PS,. que considero aliás, um bando de gente mal formada que troca por um tacho por o que quer que seja Desde que fecharam a gaveta do Socialismo, o camarada que ficou com a chave , esqueceu-se donde a guardou. A esquerda, pede-se prática de esquerda. e não esta rebaldaria liberal e socrática, com a pouca vergonha dos Varas, das Covas da Beira, das Fátima Felgueiras, e do resta da Camarilha. Atras do Cavaco, virão os Cavaquinhos, e a responsabilidade desse desenrrolar é do PS. que passaré um longo caminho até voltar a ser governo, pois as canalhices são dificeis de esquecer. Por mim não esquecerei. Henrique Marques Realmente estamos a precisar de almoçar,,, (um Mais Velho meu amigo, da Direita Atenta) No geral, gostei deste textinho … Gostei globalmente da análise, gostei menos de algumas conclusões, apesar de me rever em absoluto no que chamas esquerda não partidária; Não compreendi o alcance daquela a que chamaste esquerda não republicana … À esquerda, a meu ver, ninguém contesta a república enquanto regime de governação democrática, ainda que haja alguns (absolutamente marginais, sem expressão, portanto) que não sejam dessa opinião. Agora, o que esta votação deixou muito claro, tal qual há 5 anos (confirmação, portanto), é que já são 20% dos votantes portugueses ( quase 1 milhão, não incluindo aqui os abstencionistas) que não se revêem no actual leque partidário. Para mim ficou claro que este desencanto é exactamente à esquerda e o que só ao PS se pode pedir responsabilidades por isso; as suas facções internas estão muito mais interessadas em obter para si as vantagens de estar no poder do que fomentar a unidade das esquerdas para o bem comum. Domingos Desculpem… e há Esquerda e Direita em Portugal? Ou pior ainda, há Portugal? Cumprimentos Fernando Pereira Cars A direita, a Plutocracia, é uma Aristocracia, defende visões do particular e a desigualdade de viver á custa de outros, tem natural proximidade com o clientelismo e corrupção, onde igualmente um grupo beneficia do colectivo. A esquerda tem de ser o oposto. Tem de ter uma visão colectiva, logo conhecer a realidade estatistica, de forma critica, (pois é só uma visão e temos também de olhar para o que não revela). Assim naturalmente e por método fica sem espaço para o clientelismo e corrupção, de uns (bons) a ganhar de outros (os maus), reduzindo as desigualdades. Nisto temos de agir no nível local, mas aqui entra o emocional, e a competição pela direita que se fundamenta em laços afectivos e populistas. Logo o desenvolvimento de metodologias de intervenção local, de critérios de avaliação e programação, a sua racionalização possível é a aprendizagem fundamental. Uma presunta esquerda emocional, sem metodologias, sem critérios, sem práticas regularizadas, sem uma visão colectiva, de "é tudo bons rapazes" é de direita, naturalmente que aceita depois o clientelismo e o torcer a realidade para os amigos. O que temos é de depurar a esquerda da presunta esquerda emocional que a submerge, e avançar para uma metodologia de esquerda, ainda inexistente. Aqui será assembleária e com metodologias, de monitorização e visão global, sem o "segredo que é a alma do negócio". Logo o inicio da esquerda será quando definirmos a área ou Unidade Geo-Demográfica de base a organizar. Eu estou com Ivan Illich , mas também com a prática centenária suiça e católica de comunidades/comunas/colectivitès/gemeinde/paróquias/freguesias de 3mil habitantes de que teriamos 3,3mil entre nós, e para já bastaria programar uma sua redução de 10% (pois temos 4mil) e homogeneização cortando nas 10% mais extremas, (pois vão de 200 a 80mil!), reduzindo também a este nível com as desigualdades esmagadoras. Sem este acordo e sem se começar a estudar este assunto, não avança a esquerda. É concebível ainda dentro de cada freguesia a existência de bairros/comissões de moradores/colectividades mais informais mas onde igualmente a prática assembleária tem de começar a ser aprendida. Todo o edificio depois tem de definir uma subsidariedade, que baseie a distribuição de recursos e afinal reduza o peso clientelar dum pesado mastodonte central para os "boys". Saudações Eduardo SIM - HA QUE REFLETIR Nem mais à esquerda nem mais à direita. ORGANIZADOS. Fala-se da falta de inovaçao das campanhas..... Fala-se do absentismo nas eleiçoes do dia 23 como uma escolha dos Portugueses...... No primeiro caso, foi só o que já é habitual.....dizer mal é a campanha..... No segundo caso foi apenas a consequencia da falta de preparaçao técnica para as eleiçoes com o uso do Cartao do Cidadao, a incapacidade de fazer as coisas como deve ser em vez de ser "só para ingles ver".. . Falha essa que nao se pode admitir, uma vergonha para o País dado o sistema nao ter sido testado atempadamente. Como sempre, Portugal como País primou por fazer coisas em cima do joelho, sem assumir a responsabilidade das consequencias..... Portugueses lá fora mostram o que valem em todos os ramos e sectores. Talvez por serem bem dirigidos e a inveja nao ser tao flagrante e interferir menos. Fora de Portugal fazer coisas e ir para a frente é a norma e nao uma exceçao..... Como disse uma vez a um Ministro - Sim, Portugal precisa de crescer e exportar mais - mas para que se torne eficiente na exportaçao urge que os primeiros contentores mandados para fora devam ir cheios daquilo que mais tem : A INVEJA E A MÁ LINGUA..... O resto viria por si, pois ninguém teria medo de fazer o seu melhor e brilhar no emprego, sem que o chefe e colegas lhe estragem a vida. E isto acontece quer no sector privado como na politrca. Ficar quieto, nao fazer ondas é a defesa dos competentes. E Cavaco e Silva sabe bem isso. Ele é talvez o único politico Portugues que é MUITO respeitado e bem aceite lá fora. E lamentado por ser Chefe de um País tao dificil de dirigir Ana Maria Cochat As eleições terminaram com a re eleição do candidato Cavaco e Silva , com cerca de 52 por cento dos votos repartidos por todo o país, e outros 53 % de abstencão, que nunca foi tão grande. Devemos também contar os votos nulos e em branco , todos somados são 6%,mas fizeram um favor a Cavaco . Tudo isto abona pouco em termos de funcionamento democrático. Muitas explicações para justificar esta tão alta abstenção, desde o frio ,ao desinteresse pela campanha o que é verdade,passando pela vergonhosa ineficácia do ministério da justiça, relativamente aos números de cartões de eleitores,que foram alterados em massa, sem que os utentes soubessem,sobretudo os que já têm cartão de cidadão.Em suma muitíssima gente não pode votar,ou desistiu,porque o sua habitual mesa de voto fora mudado para mais longe,e já não tiveram tempo ou paciência,para se deslocarem para lá.Algo digno do terceiro mundo. Manuel Alegre,grande perdedor,18%, que teve uma campanha desastrosa,não fez o trabalho de casa para os debates, não teve um discurso para o eleitorado feminino, nem para a terceira idade,nao apresentou uma proposta nova moblizadora. Pelo ficou abaixo do score de há quatro anos, apesar dos apoios do PS e do BE, partido que teve um discurso final mais sensato,mas prometendo dar luta . As verdadeiras surpresas foram Fernando Nobre e Manuel Coelho, candidato da Madeira,este talvez, por estarmos no ano do coelho. Ou seja , as duas grandes novidades destas eleições foram os candidatos fora do sistema dos partidos,os independentes, o que mostra um certo descrédito do sistema partidário em que vivemos.Na Madeira Coelho é um serio oposionista ao regime jardinista. O candidato do PCP ,Manuel Lopes, teve menos votos do que aqueles que o partido teve nas última eleições, 7%,logo ,não convenceu o seu próprio eleitorado. Todo o seu discurso, obreirista, repetitivo, e "patriótico",mostrou como está fora do tempo, a despeito da razoabilidade de muitos dos seus protestos e da força que ainda detém no plano sindical. Temos cada vez mais um partido anti sistema,que não acredita no projecto europeu, aposta num Portugal fechado e isolado à boa maneira cubana, ou bielorussa, a querer levar a luta de classes a todo o lado,apostado na política do quanto pior,melhor, e que elegeu o PS como inimigo principal, a abater. Uma pena não se puder contar cm ele,para uma unidade à esquerda, que vai ser muito necessária em breve ,mas o PCP vai logo tudo querer, controlar e comandar. O candidato provinciano, e deputado do PS, Defensor de Moura, teve os votos que a sua província lhe deu,1%,ou seja, Viana de Castelo ,onde foi autarca vários anos. Foi duro e directo com Cavaco Dos discursos finais, recordo o do vencedor,que se mostrou ferido com a campanha que contra ele fizeram os outros candidatos por causa do BPN,e que considerou "suja".Na verdade nao soube responder ás questoes para as arrumar,mas ninguém explorou o tema das escutas do Verão .Cavaco reiterou os seus propósitos de fazer uma magistratura mais "actuante", dar muita atenção á juventude e á terceira idade , passando por algumas críticas a processos utilizados por este governo que no seu entender não são correctos. Passos Coelho teve um discurso sensato prometendo não provocar crises artificiais, mas sendo exigente para com o governo,e José Sócrates fez uma intervenção inteligente, apelando á estabilidade das instituições,por outras palavras , que o deixem governar,coisa que o CDS como se constatou,pela voz do Paulo Portas, quer cada vez menos consentir,tal a sede que tem, em chegar ao poder. Enfim a esquerda tem de recompor desta derrota,e perceber que não há solução sem o PS,mas o PS também tem de fazer mudanças cruciais. António Serzedelo Um primeiro Comentário, Há um homem que será sempre o meu 1º ministro, o meu secretário geral do PS e o meu Presidente da República – Mário Soares. Liderado por ele participei em vários combates centrais para Portugal, para a Democracia, e para a Esquerda na CPLP e em outras batalhas minhas contei com o seu apoio, o que não se pode nunca esquecer. E eu não esqueço. Mas nestas Presidenciais tive uma posição bem divergente da de Mário Soares. Num texto no DN de hoje Mário Soares, fundador do PS, assume o porque não apoiou Manuel Alegre e o como foi consultado por Nobre para que este se candidatasse às Presidenciais, “com muita honra” remata Mário Soares que recorda que “não apoiei nenhum candidato”. Eu já escrevi afirmando que a derrota de Manuel Alegre não é da responsabilidade do próprio, mas sobretudo da forma como a Esquerda se posicionou neste acto eleitoral – na linha dogmática do “ A minha Esquerda é melhor que a tua!”… De onde ressalvo tanto o grupo que tem acompanhado Manuel Alegre, como Sócrates e quem o apoiou no PS, nesta Campanha, e ainda, claro, o BE, pois souberam procurar encontrar o mínimo de consenso para dinamizar a Campanha de Manuela Alegre, para estas Presidenciais. Alguns dos textos que divulgo acima vão no sentido de defender a ideia de “ A minha Esquerda é melhor que a tua, outros não, dois deles aliás são de Direita e entendi colocá-los aqui porque um Debate à Esquerda não pode esquecer o seu adversário, a Direita, nem pode negar as virtudes à Direita existentes, (mesmo que não sendo as nossas). Na verdade, a abstenção e os votos nulos e brancos, arrasadores, mostram como as e os cidadãos de Portugal se encontram fatigados com esta forma de fazer política – da Direita à Esquerda - pois tanto uma como outra foram fortemente penalizada pelo eleitorado. É da Crise dirão uns tantos encolhendo os ombros, esquecendo o terramoto que foi o Maio de 68, ou, a não tão antiga assim, derrocada dos partidos italianos nascidos ou ressurgidos com o fim do Fascismo e da II Guerra Mundial. Que, no caso italiano, deram origem ao “fenómeno” Berlusconi. O meu amigo da Direita Atenta, como acima lhe chamo, diz que tem de almoçar comigo provavelmente porque não concordou com o rumo do meu texto. Por ele mas não só passo a explicar mais uma vez. Se não me engano, em França, um secretário geral do PCF dizia, nos princípios dos anos 60, antes de Maio 68, que a Direita e o PS eram Blanc Bonnet, Bonnet Blanc, (se não me engano na frase e na forma de a escrever…), isto é, em ditado popular português, farinha do mesmo saco, e, por anos a fio, em França, o resultado foram governações à Direita, alguma até com bons resultados, por consequência dessa especial Direita Republicana que é uma parte da Direita Francesa! A dita “revolução” passou ao lado do PCF e de quase toda a Esquerda Francesa, com o Maio 68 a ser liderado por estudantes como Daniel Cohen Bendit e a dar origem a uma revolução de valores, de costumes, de vivências que se expandiu por todo mundo, sem que tivesse havido uma, a tal, “revolução política e social” e com o PCF, ( e o PCP também, note-se) a verberar, ao lado dos países comunistas, contra o esquerdismo do Maio 68. Aliás, em 1989, 21 anos depois, o Bloco Comunista caia de podre, rendia-se ao “capitalismo” dando origem, nos países desse antigo Bloco, a anos de um selvático capitalismo, sem comparação em qualquer outro ocidental país e à derrocada eleitoral, por toda a Europa dos partidos comunistas em geral pró soviéticos ou não. Hoje, a República Popular da China, um dos últimos esteios do comunismo, em fase mais original diga-se, passa por uma nova fase, sendo no entanto importante o facto dos seus leaderes terem começado a aceitar o quão essencial são os Direitos Humanos e o como este país tem de os integrar urgentemente, para além de ter integrado já o capitalismo na sua versão mais selvagem, tal qual o fez já Cuba! O que se vive hoje é Portugal é esta ideia ridícula de que a minha Esquerda é melhor que a tua, e que tirando eu todos os outros são farinha do mesmo saco, pelo que, por isso, não há consenso possível entre o que acima o meu amigo chama de “Esquerda emocional” e as múltiplas e “científicas” Esquerdas de cada um de nós. O Presidente da República actual entretanto, soube sobreviver à crise que à Direita se gerou em consequência da legislação sobre a IVG e o casamento entre pessoas do mesmo género, o que releva uma vantagem que a Direita hoje tem sobre a Esquerda, ao reconhecer ter de estar ao Centro Direita, e não à direita da Direita, para concentrar votos. Ah, dirão alguns, mas este governo é o governo do desemprego, da redução das prestações sociais, da redução dos salários na FP, da redução da Distribuição dos Rendimentos, e por tal nada a fazer, nada de votar do que venha dele, ou por ele seja apoiado, pois não é um governo de Esquerda. E vai daí não se vota em Manuel Alegre, farinha do mesmo saco que seria. Ah e dirão outros, claro que onde estiver o PCP e o BE, (ou um dos dois que seja), eu não estarei, pois aí estão os radicalismos, os sectarismos de Esquerda que a nada conduzem, e, por tal, nada de votar em Manuel Alegre. No meio ficarão uns tantos, como eu, que dirão – estive na Fonte Luminosa com Mário Soares, (e Manuel Alegre já agora), estive no comício pela Liberdade Sindical, com Mário Soares, estive a apoiar o Governo de Bloco Central no meio de uma FMista crise - e, no meu caso, só entrei para o PS em 1984. Note-se, em plena crise FMista… Mas também apoiei, claro, algumas lutas lideradas pelo PCP, e votei em listas locais com o PCP, sendo que numa delas participei enquanto eleito local, sem qualquer trauma. E, claro, para mim há ainda o caso Angolano, onde me posicionei militantemente anti-soviético, da UNITA, onde fui e com honra dirigente indigitado por Jonas Savimbi, o que me permite estar de fora deste regime, em tudo, do passado ao presente, e que hoje domina Angola e entrava o Desenvolvimento Sustentável…tendo-me, sempre mantido à Esquerda. Porque sei assumidamente que a minha Esquerda não é a do PCP, ou a da UDP/PSR/BE, o que não me impede de procurar, sempre que possível, os consensos para uma vitória da Esquerda, tal qual a Direita busca os seus consensos para as suas vitórias, estive com Manuel Alegre. Por isso saudei e divulguei o como Dilma ganhou as Presidenciais no Brasil, procurando nela ânimo para que Manuel Alegre fosse vencedor, pois no Brasil já se aprendeu que se a minha Esquerda é melhor que a tua, a nossa Esquerda, junta, é melhor e mais eficaz que a Direita, ( na nossa opinião de Pessoas de Esquerda). E, para iniciar o debate em outro contexto, assumo o que escrevi já múltiplas vezes, não sou particular defensor da economia estatizada, não sou defensor do Ensino Público, estatizado, que é o que sucede em Portugal, pois sou autogestionário, cooperativista, defensor da intervenção dos cidadãos na economia, na política e no social como único meio de Mudar a Sociedade. As estatizações são uma forma especifica de capitalismo, que pode até ser bem mais selvagem que o capitalismo privado, (os Angolanos que o digam), e se são úteis, por razões de gestão e de racionalização da economia e das sociedades, nada mudam nem nunca nada mudarão. Enfim, é a minha Esquerda, que, garanto-vos, não me preocupa nada o procurar saber se é melhor ou pior que a tua, pois não existe por alternativa à tua. É somente a minha, e é ela que me permite, até, entender as Esquerdas, das emocionais às múltiplas “científicas” e, claro, procurar consensar o que puder ser consensado e assim ajudar a ganhar eleições, mesmo que quem ganhe seja de outra das muitas Esquerdas que não a minha.
publicado por JoffreJustino às 14:54
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