Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

Uma Outra Moeda, Uma Moeda da CPLP? Em Memória do Império Templário Também, ( e, confesso, errei)

A moeda, todos o sabemos, nasceu e ainda é, em parte, um simples instrumento facilitador da troca. Por isso também, é, ainda em parte, uma simples unidade de conta. Em consequência destas duas características a moeda “ganhou vida” e, em parte com a vida que os Templários lhe deu, recordo, (abaixo verão porque o recordo), virou um bem e, por isso, em parte também, passou a ser razão para gerar um negócio. Gerido predominantemente pelos Estados e pelos Bancos. Com a fragilização dos Estados nesta recém globalização os Bancos assumiram o poder, gerando um crescimento exponencial do negocio financeiro…que hoje predomina sobre os restantes, inventando uma vida que a vida não tinha… Em paralelo a este negócio nasceram outros, sendo que o “mais moderno” é o negócio da “classificação dos negócios das moedas”, uma forma de negócio altamente duvidoso, feito por “experts” que já vimos por demais vezes a serem burlões, (os gregos bem no-lo podiam contar…), pois que, enquanto negócio recente, não tem ainda as exigências de controlo de qualidade que por exemplo a Banca hoje definitivamente tem, por muito que tal custe, (sabe-se lá a razão), a alguns PC’s e a alguns BE’s…porque Marx rir-se-ia, morreria a rir até, das suas razões. Daí que esse negócio, todo ele feito de fortes aparências “técnicas”, viva sobretudo do lobismo e da satisfação de interesses seriamente obscuros, como por exemplo, pôr fim à experiencia que foi a União Europeia e a sua moeda, o euro. Defensor da adesão de Portugal à CEE, e da União Europeia dela nascida, achei quase sempre que, em relação ao euro, haveria que o assumir com muitas “sopas e cautelas” não olhando somente para os discursos “técnicos” mas sobretudo para as opções políticas que poderiam dar-lhe poder, ou destrui-lo. Hoje não é difícil escrever o que escrevo, mas como “dei formação” aquando da introdução do euro, terei, “por aí” o manual que fiz e onde descrevi as limitações possíveis na implementação desta moeda que seria a europeia. O que alias nem é importante. Como já escrevi, os EUA têm Estados, geridos pelo dólar, que, (Deus e os homens o sabem), nem o Kwanza deveriam utilizar, (já que o Kwanza, fraco que é, tende a vir a ser uma moeda forte, a médio prazo, o que não sucederá tão cedo a esses Estados), dada a fragilidade de tais Estados americanos, na sua estabilidade, financeira, economia e social e até no que respeita à sua coesão cultural….e, desses Estados, as tais empresas deste novo negócio nem falam. Mas aos EUA poderia acrescentar a República Popular da China, nas suas componentes “comunistas” ( com aspas para não ofender amigos meus), e mesmo, espantem-se a Alemanha e até a França…. Nesses cantos do Planeta, o que lhes salva é o todo e não a parte e, claro, a solidariedade que a “parte forte” tem sobre as “partes fracas”. Na verdade, às componentes que podem classificar a moeda, há uma que propositadamente não escrevi acima, que é a de instrumento de representação de um Estado, onde as “partes fortes” do mesmo protegem as “partes fracas” nele existentes, por interesse e por solidariedade. Claro que enquanto Bem disponível no Mercado, as moedas podem ser alvo de troca, de negócio, de especulação também enfim, mas as mais das vezes são alvo de ataques frontais e ou subtis que têm por detrás somente o desejo de as destruir, ou no mínimo de as fragilizar. O que só pode ser combatido tendo em conta as solidariedades “do todo” para com as “partes fracas”, em nome da tal representatividade do Estado, no caso da União Europeia. Ora o que estamos a viver é a demonstração da falta de solidariedade, (o que não é de espantar num francês e ou num alemão de Direita, reconhecidamente nacionalistas serôdios), havendo um estúpido interesse dessas componentes, francesas e alemãs, no sentido de relevar o seu interesse em, no mínimo, dominar as “partes hoje fracas” e não de com elas serem solidárias. Citei, em texto anterior, um cidadão alemão e um cidadão francês, verdadeiros e antigos leaderes europeus, opositores de Merkel e de Sarkozy, para demonstrar que o erro está na visão direitista, nacionalista, serôdia, destes leaderes actuais, (que, segundo os primeiros, nem leaderes são) e não nem nos alemães, nem nos franceses. (E claro para que não me acusassem de xenófobo…) Já o disse, apoiei a adesão à CEE e o nascimento da União Europeia, mas nunca esqueci um outro Sonho, para mim bem mais interessante e bem mais querido – a criação de uns Estados Unidos de Expressão Portuguesa, sonho de muitos e bons velhos Maçons e Republicanos, e recordo, de entre eles, Fernando Pessoa, e Norton de Matos! (Como poderia citar, noutro campo, Almada Negreiros claro, e a sua ideia, comum a Fernando Pessoa, do V Império, ou, melhor dito, o Império Templário, que o salazarento salazarismo destruiu). Bem, errei confesso, (os meus filhos que me perdoem este erro), pois deveria ter estado mais atento e mais convicto na necessidade de combater pelos Estados Unidos de Expressão Portuguesa. Tudo indica que esta crise ora vivida, planetária, vai doer bem mais do que se esperava quando ela nasceu, em 2008, pois ninguém sofrerá pouco com o desaparecimento do euro. Mesmo os franceses e os alemães entenderão tal quando lhes doerem as consequências destas asneiras merkelsarkozianas… E assim, farto que estou dos discursos dos “técnicos politicamente independentes”, e incapazes também de pensarem politicamente, optei por deixar, por ora, sair-me um discurso bem mais esotérico, talvez demasiado poético e naif, o do levantar a ideia de uma moeda da CPLP. Seria uma moeda com raízes bem fortes, nos planos sanguíneo, cultural, social, demográfico, estratégico, que o euro. Potenciaria o renascimento de um mercado bem mais significativo que o euro. Seria estratégico e, por isso, demográfica e geograficamente mais forte. Nasceria com fragilidades económicas e tecnológicas sérias é certo. Mas seria bem mais Nosso que o euro. Fazendo renascer uma Comunidade feita de Comunidades, de sangue mestiço e mestiço de variadas etnias e nacionalidades, retomando Sonhos antigos que, mesmo com muitos erros tem no seu seio muitas paixões bem vividas! (Eis também porque apoio um poeta, Manuel Alegre, à Presidência da Republica). E termino re-citando um poema de esperança, o poema que todos os homens bons hoje citam, o do Nobel da Paz, Liu Xiaobo que, no seio da hoje super potencia chinesa levanta a voz em nome do Mundo, porque a levanta pelos Direitos Humanos, e pela Paz, contra os interesses bacocos e descontrolados do “mundo financeiro”, (que nada tem a ver note-se com o negócio financeiro). Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/ Experimentando a Morte Tinha imaginado estar ali, à luz do sol com o cortejo dos mártires um só osso esguio sustentando uma convicção verdadeira Todavia, o divino vazio não vai revestir a ouro os sacrifi cados Uma matilha de lobos bem nutridos saciados de cadáveres festeja no ar quente e jubiloso do meio-dia Lugar distante esse lugar sem sol onde exilei a minha vida para fugir à era de Cristo Não consigo fi tar a ofuscante visão na cruz De um fi o de fumo a um pequeno monte de cinzas bebi até ao fi m a bebiba dos mártires, sinto a primavera prestes a romper no rendilhado brilho de inúmeras fl ores Noite dentro, estrada deserta pedalo de regresso a casa Páro num quiosque de tabaco Um carro segue-me, atropela a bicicleta Um par de brutamontes agarra-me Algemado, olhos vendados, boca amordaçada atirado para uma carrinha celular rumo a nenhures Um piscar de olhos, trémulo instante abre um clarão de lucidez: Ainda estou vivo nas notícias da Televisão Central o meu nome mudado para “mão negra detido” ainda que esses anónimos ossos brancos dos mortos se mantenham de pé no esquecimento Ergo alto a mentira auto-inventada Digo a todos como experimentei a morte para que “mão negra” se torne a honrosa medalha de um herói Sabendo embora que a morte é um impenetrável mistério estando vivo, não a posso experimentar e uma vez morto não posso repetir a experiência pairo ainda assim dentro da morte um pairar em afogamento Noites sem conta atrás de janelas gradeadas e as campas sob as estrelas revelaram os meus pesadelos À parte uma mentira Não possuo nada (Detido pelo regime chinês, o oposicionista Liu Xiaobo não pôde estar ontem em Oslo para receber o Prémio Nobel da Paz. Mas as palavras são mais difíceis de prender, e Liu Xiaobo conseguiu fazer chegar ao exterior um poema inédito, escrito no cárcere. O jornal New York Times foi o primeiro a publicá-lo, numa tradução de Jeff rey Yang, à qual o P2 recorreu para esta versão em português. Exclusivo PÚBLICO/New York Times)
publicado por JoffreJustino às 10:31
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