Quarta-feira, 18 de Julho de 2012

Primárias - Uma Otima Proposta de Rui Tavares em Dia em que Há Um Bispo Católico de Parabéns !

Januário Torgal foi duro, talvez até violento demais, mas, na verdade, não fez mais do que eu propus que as Jurisdições maçónicas tivessem já feito – Um Aviso à Navegação aos Neo liberais deste Governo, recordando que por “ irem à católica missa” não deixam de pecar, de serem humanos enfim...pelo que deverão ponderar todas as atitudes que defendam enquanto governantes.

Este país vai ver os seus cidadãos perderem em um ano, em média, 4,6% dos seus rendimentos, mas não se vê o mesmo suceder aos muito ricos, bem pelo contrário!

Este país está a ver os seus cidadãos a viverem com perto de 16% dos mesmos no desemprego, e com a mais alta taxa de falências organizacionais dos últimos 35 anos, e não se vê um muito rico de Portugal a mexer um dedo para criar outro estado de espirito que não seja o desânimo...para além deste ambiente feito de caridadezinha...

Claro que Januário Torgal, que tem responsabilidades espirituais para com largos milhares de portugueses, não podia ficar calado e disse o que lhe ia na alma, o mesmo que as Jurisdições Maçónicas já deveriam ter feito também.

Porque a situação é já tão critica que a troika se mostra já dividida e a provar quem é que manda em Portugal – a senhora Merkell e não um FMI que lá vai reconhecendo a necessidade de rever a meta dos 4,5% do défice...

Sendo que tal me leva a perguntar, mais uma vez – o que falta mais para que em Portugal, pelo menos a Esquerda, exija a demissão da senhora Merkell ?

Este “anticapitalismo nacional” de uma parte importante da Esquerda, e esta passividade social e política da outra parte, vem demonstrar o como a Esquerda tem, obrigatoriamente, de começar a refletir-se e a encontrar pontos mínimos de consenso que sejam.

E, neste campo, entendo que o segundo texto de Rui Tavares, sobre a refundação democrática traz a prova do que é possível – não nos entenderemos em muitos dos campos ideológicos mas há que nos entendermos no plano da acção politica e a ideia das Primárias à Esquerda, (e não só no Porto), merece todo o meu apoio, dentro e fora do PS !

Aliás acho que deveria ter sido a direcção do PS a fazer esta Proposta a toda a restante Esquerda!

Ela não tem nada de original, (as Primárias já tiveram o seu quê de original aí pelos anos finais da década de 80 quando a Ala Socialista Liberal fez essas Propostas à direcção socialista de então, eu estava na altura Ala Socialista Liberal, anti estatista que sou à muito, com o Beleza, o Luis Filipe Figueiredo e o Luis Vaz...), mas tem, ainda, muito de eficaz, pois será a forma adequada de se pôr um travão aos discursos “ideológicos” dos aparelhistas do PS, do PCP e do BE, mas que só escondem interesses pouco sérios, e de trazer para o terreno da luta politica quem hoje anda na luta social e se recusa a estar “com os políticos”, algo bem grave mas que tende a dominar a Esquerda.

A título de exemplo – no Porto e se ele se candidatasse a essas Primárias da Esquerda, eu estaria a apoiar, já hoje, o meu amigo Pedro Batista, que já foi socialista e que deixou de o ser por razões que são dele e que me merecem respeito (!), e, em Lisboa, não tenho dúvidas, estou já a apoiar, claro, o António Costa !

E, para terminar, este caminho de Rui Tavares, o introduzir de propostas concretas que facilitem o entrosamento das Esquerdas, tem todo o meu apoio, cansado que ando de ver os mesmos em todos os partidos de Esquerda a defenderem o mesmo para que nada mude à Esquerda!



Joffre Justino

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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

O 11 de Setembro e eu próprio

Vivia eu nesse momento uma enorme preocupação, diria mesmo angustia, pois estava cada vez mais evidente a derrota da UNITA. E, assim de repente, na Parrreirinha do Paraíso, entre duas conversas, olho para a televisão e dou pelo choque de um avião na Torre. Foi estupefacto e horrorizado que acompanhei a restante noticia e pensei logo para comigo - há que avisar a Direcção para que se demarque rapidamente deste horror! Para mim, ficou logo evidente que o Mundo iria mudar e certamente não para bem, perante aquele horror imposto a Pessoas normais, só por serem americanas! Sem aviso prévio começara mais uma guerra, neste contexto global! Infelizmente, tudo era demasiado lento, já, na altura, pois as comunicações estavam no mínimo desde, ao que sei, Agosto, pelo que a reacção da UNITA a este horror que ela condenava, ( a UNITA em 36 anos atacou uma vez Luanda) foi demasiado tardia o que ajudou bastante para que acontecesse a morte do Dr. Savimbi. Os interesses predominaram sobre as relações passadas e uma organização de Freedomfigthers tornou se suficientemente próxima do conceito de terrorista e eu paguei, ainda pago, tal, com língua de palmo! Na verdade, a luta pela Liberdade sucumbiu à desorientação e aos interesses petrolíferos americanos, como sempre temi, a partir da vitoria Bush! A família petrolífera a tal obrigava ... Felizmente, a guerra terminou em Angola, mas eu penei ainda, sancionado e sem direito à defesa até 2004, e mesmo depois, pagando dividas acumuladas. Paguei bem este 11 de Setembro ironicamente, eu, o pro americano! Mais corretamente, ainda o pago! Gestos positivos depois deste meu pagamento foi somente o gesto da embaixada dos EUA, (penso que do governo dos EUA), que me deu um visto no meu passaporte, para 10 anos…mais ninguém se preocupou em repor os prejuízos do que eu considero, ainda hoje, uma ilegalidade – o ser sancionado, proibido de se remunerado de ter quotas em sociedades, etc., sem julgamento prévio que o justifique. No entanto, continuo a horrorizar-me com o 11 de Setembro, e de cada vez que aquelas imagens passam no cinema ou nas televisões, fico bem chocado pela estúpida brutalidade que mostram quem pratica este tipo de Oposição ! Muito critico de Bush que sou, por aquelas imagens do 11 de Setembro que conhecemos, entendo um pouco as suas reacções posteriores, mesmo que denotando fraco sentido estratégico, dele e dos seus neo liberais assessores, que deixaram uma pesada herança aos EUA e as Democracias no Mundo! Que o Reino Unido e a Espanha já pagaram com horror e sangue inutilmente derramado! No que respeita a Angola, na verdade, a derrota da UNITA aconteceria com ou sem 11 de Setembro, mas as inúteis mortes de Savimbi e Dembo ter-se-iam poupado, assim como este meu estar de endividado! Haveria Paz com ou sem 11 de Setembro, e haveria um 4 de Abril de 2002 naquela ou noutra data se calhar ate anterior. Mas, hoje, o que importa é homenagear os mortos do 11 de Setembro e, claro os mortos das consequências do 11 de Setembro, em todas as partes do Mundo e de todos os lados das várias barricadas montadas, que urge que acabem e que nasça sem falta o principio do Diálogo Intercivilizacional hoje inexistente! Pois vimos as Barricadas acrescerem com o estúpido assalto à embaixada de Israel no Egipto! Na verdade, uma embaixada, Internacionalmente, é um local de Paz, precisamente porque é um local de Dialogo Intercivilizacional! Sendo inaceitável o sucedido, há que exigir a Condenação de quem o praticou! Em nome dos Estados de Direito e da Democracia Global neste Globalizado Planeta! Como há que render homenagem aos que morreram, inútil e barbaramente, há dez anos, em NY! Joffre Justino
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Sábado, 10 de Setembro de 2011

Um recado a Henrique Monteiro, lembrando Van Zeller...

Meu caro Henrique Monteiro, "...o nosso sistema económico baseado no Estado Social nao é sustentável", dizes tu, hoje, no Expresso. Eis o que, dito assim, a seco, como o fazes, é, em qualquer circunstância, uma frase terrivelmente ridícula e passo a explicar porquê. Nota, antes do mais, que ainda me lembro das nossas conversas no Clube da Esquerda Liberal e, acentuo, continuo anti estatista como o era então. No entanto, há que esclarecer que entre o Estado minimalista para a repressão feito, (a segurança da propriedade e dos bens e a contenção dos “estrangeiros”), e ponto final e o Estado Comunista, todo poderoso, mas na mão de uma elite, a “Direcção da Vanguarda do Proletariado”, detendo todos os meios de produção e gerindo-os por planos centrais, existe um naipe enorme de alternativas, criando basicamente terríveis e totalitárias burocracias. Nesse enorme naipe de alternativas cabem um outro tanto naipe de pontos de vista e ideologias, sendo de recordar que foi um governo de Frente Popular, De Gaulle à frente, (cidadão reconhecidamente de Direita), que impôs o direito a férias em França, e criou as condições económicas e sociais para que esse direito se concretizasse, por via, não só mas também, do Estado e do seu papel na economia. Aliás todos sabemos que o conceito Estado Social não é uma invenção da Esquerda, mas sim da Direita alemã, imposta, porque a governação não era propriamente democrática, aos empresários de então para conquistar a Paz Social que não existia nem na Grã Bretanha nem nos EUA de então, sendo que o conceito foi retomado, também para conquistar a Paz Social, no pós II Guerra, para melhor gerir os financiamentos vindos do Plano Marshall, em acordo com os Sindicatos e o SPD, mas numa governação de Direita. Eis porque é bem fácil entender a razão pela qual Van Zeller, o anterior Presidente da CIP, disse à Antena 1, segundo o DN, “Ridículo era o povo aceitar estes sacrifícios e não ir para a rua, fazendo um desfile…Parecíamos parvos ou mortos”, recordando evidentemente que este silencio do governo sobre os esforços a fazer, pelo mesmo governo, para apoiar o crescimento económico é, “demolidor”! Meu caro, Já nem estamos nos finais do século XIX, nem no inicio do século XX. Hoje, vivemos o tempo da IV Globalização e devíamos recordarmo-nos que o reino de Portugal liderou, com os Templários, a I Globalização, numa lógica aliás, exacerbadamente estatista, o que limitou bastante a criação de uma economia globalmente sustentável…, mas tendo-a liderado valia a pena aprender com ela também. Nesta IV Globalização a questão levantada e bem pela Esquerda Liberal nos anos 80 está tão ultrapassada quanto a ideia do Fim da História sugerida por Fukuyama, que aliás já a negou, pois o Estado retomou um novo papel nesta Globalização da Economia – o de representação de uma comunidade, o de promoção da actividade dessa comunidade, e o defesa dos interesses dessa comunidade neste contexto global, onde as regras terão de ser refeitas se queremos ter uma economia de mercado e não uma economia de monopólios e de lobbies. Conheci Van Zeller quando representei em variadas reuniões da CIP a APEAFOP, e descobri neste cidadão um bem positivo bom senso e sentido de negociação, o que me levou a refazer, por ele e pela sua equipa, a ideia que tinha da CIP. Ao tempo da Esquerda Liberal o que nos unia era a necessidade de reestruturar uma economia de mercado fortemente abalada por estatizações sem rei nem roque e que ainda hoje têm reflexos altamente negativos que se sentem sobretudo na Península de Setúbal tendo em conta o temor que existe em investir nessa região em consequência das difíceis, quase impossíveis, relações dos empresários com o PCP e no mais que justo mal estar resultante de estatizações sem pagamento aos empresários da sua propriedade. Na verdade, houve mais que tempo, mais que oportunidade, para se constatar com a documentação na mão, de quaisquer ilegalidades cometidas e de penalizar quem de direito por essas ilegalidades, o que não foi feito, ao mesmo tempo que o Estado, apoderando-se da posse de muitas Unidades económicas, a preço zero, ainda por cima, se mostrou um desastroso gestor! Defendemos na altura a tese do Menos Estado, Melhor Estado, seguindo as ideias de Jaime Gama, entre outros, precisamente porque urgia libertar a Esquerda deste preconceito estatista que a dominava, a toda ela. Continuo a achar que o mais grave erro da Esquerda, toda ela, do MRPP ao PS, foi o nunca ter sido capaz de criar uma economia social sustentável, alternativa à economia capitalista e rentista, dominante em Portugal, tendo deixado que essa função fosse tomada pela Igreja Católica que a cumpre, claro, com a sua ideologia caritativista, não era de esperar como é evidente, outra coisa. Não tendo criado uma economia social sustentável, a Esquerda só tem vindo a perder apoio social e a tornar-se cada vez mais dependente do apoio privatista, limitando-a, (veja-se a idade média dos quadros da CGTP e seus Sindicatos, ou da UGT e seus Sindicatos, veja-se como os movimentos sociais em Portugal não existem), e subvertendo os seus pontos de vista, claro. De facto, o Estado Social em nada beneficiou a Esquerda portuguesa, nem os membros, individuais, da mesma, pelo contrario tornou-a dependente dos privados e das benesses desse Estado e tão somente. Curiosamente, e em contrapartida, foi o “Estado Social” que potenciou a alguma sustentabilidade da economia baseada nos baixíssimos salários portugueses, portanto em um mercado interno quase inexistente, e, por essa via sustentando a recriação da economia de mercado em Portugal, com o reforços dos apoios do Estado dados às Pessoas por via de uma Saúde Publica tendencialmente gratuita, de um Ensino Público tendencialmente gratuito, de uma Habitação “Social” apoiada pelo Estado, Central e Local, e de Transportes Públicos a reduzido preço. (E digo-te, claro que entendo que a Saúde e o Ensino devam atender ás opções de vida de cada um e, por isso, não possam ser na totalidade públicas.) Economia pública que foi fortemente reforçada com os financiamentos da CEE/União Europeia, vindos de outro conjunto de Estados Sociais… Tal permitiu o parque automóvel existente, as vias de locomoção existentes, a construção de habitação em massa na linha de uma habitação própria a cada família, (travando fortemente a mobilidade das Pessoas), os Centros de Distribuição de bens em massa existentes e o reforço do sistema bancário privado existente, a par do sistema segurador, etc.! E, com um Mercado Interno reforçado, apesar das destruições massivas de unidades económicas nas Pescas, na Agricultura e mesmo na Indústria, o país sem Império suportou-se sem no entanto desenvolver uma economia Sustentável, mas sim baseada em endividamento, publico e privado, crescente. E não meu caro não foi um erro. Podia-se ter gerido melhor, com mais parcimónia, alimentando menos a ideia de uma habitação para cada Família, alimentando menos o consumismo sem regra, gerindo mais adequadamente a captação das Receitas do Estado e as Despesas do Estado, impedindo que ao muito grandes Centros de Distribuição fossem taxados como se fossem uma mera mercearia, o que gerou dois dos três Mais Ricos de Portugal e pouco mais, etc… O problema esteve sobretudo na má gestão, sem duvida praticada por todos os partidos do Arco Parlamentar, que são os partidos do Arco Regional e Local diga-se, mas esteve e está sobretudo no facto da economia globalizada, nesta sua IV Globalização, em consequência da livre circulação da moeda não ser acompanhada, ao mesmo nível, pela livre circulação de Pessoas e Bens e pelo controlo das lógicas monopolistas geradas pela livre circulação da moeda, estar a tender para a tese do empobrecimento das Pessoas em geral, o enfraquecimento dos Estados, (e os Democráticos em particular) e portanto para a criação de lógicas contra a economia de mercado e a Democracia! Eu, cooperativista, defensor de uma Economia Social dominante, no seio de uma economia de mercado, concorrencial portanto, mas controlada pelo interesse das comunidades, eu anti estatista, vendo o percurso que estamos a seguir meu caro Henrique Monteiro, uma coisa garanto antes o Estado Social que o Medievalismo sem Estado que as Agencias de Notação e os seus patrões na alta finança defendem! Eis porque tiro o chapéu a Van Zeller! Eis porque, estando na oposição, aceito este aumento dos impostos em alternativa aos despedimentos na Administração Central e Local e á radical destruição do SNS e do Ensino Público e porque, face à Crise, continuo a defender um Governo de Unidade Nacional e não de Família política. E eis porque não te tiro o chapéu!
publicado por JoffreJustino às 17:34
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Na Capital Mais Cara do Mundo, Luanda,…E A Crise Por Cá!

Na Capital Mais Cara do Mundo, Luanda,…E A Crise Por Cá! Citando do Face Book e de emails recebidos… “Francisco Lopes Paulo Vaz, membro do Bloco Democrático, do Panguila, acaba de ser preso e conduzido a 2ª esquadra. Não são conhecidos ainda os motivos. O jornalista do semanário o Continente, João Jorge, foi, igualmente, preso. Francisco Lopes 8 de Setembro de 2011 11:45 JULGAMENTO DOS MANIFESTANTES CONTINUA HOJE 5ª FEIRA 1. O julgamento foi adiado por falta de relatórios médicos adequados e de processos não organizados convenientemente, a pedido do Procurador; 2. Na terça feira tiveram liberdade provisória Ermelinda Freitas por, segundo o Procurador, pela sua idade não terá cometido qualquer agressão e Bruno Silva, cardíaco, por razões de saúde. 3. Os presos foram encaminhados, uns para o hospital de policia, outros para a prisão de Viana, onde foram fardados. Nenhum contacto com as famílias foi permitido. … 5. O Procurador inicial foi substituído, enquanto a equipa de advogados, estrategistas e observadores jurídicos mantêm-se 6. O Tribunal está apinhado de cidadãos. Todos os andares até ao terceiro estão cheios de cidadãos. 7. Os jornalistas estão a ser postos na rua PELA LIBERTAÇÃO DOS DETIDOS INJUSTIÇADOS E CONDENAÇÃO DO REGIME AUTORITÁRIO Filomeno Vieira Lopes Cronologia dos acontecimentos em vídeos Declaração dos organizadores: http://www.facebook.com/l/TAQCLCd2kAQAPKqBNkOCS65S_r6JOSfn1BUX2HBxEGIK90A/youtu.be/XH2OECmF0No Brutalidade na Sagrada Família: http://www.facebook.com/l/PAQB_fHEuAQDuAspPS7k8ihwuj7dw0RaMbn78PPnr0e3VLQ/youtu.be/5aZAnMHHzfk Do Lado de Fora do Julgamento Adiado , POR FALTA DE PROVAS .MP4: http://www.facebook.com/l/xAQCkMxLCAQBwx886A1_awwrtSrBDAeSwB1amc_tLNOxCYg/youtu.be/Qh2mMKDfKg4 No tribunal da policia...: http://www.facebook.com/l/8AQANQSLWAQDJaCM35h-2arBOrthDNLhGMOgLLcJPBSekUQ/youtu.be/5kNmjM0EcNw Francisco Lopes 8 de Setembro de 2011 14:24 Para além de Ermelinda Freitas, Pedro Malembe e Adolfo Campos, acaba de ser preso o membro do Bloco Democrático, responsável Municipal do Sambizanga, companheiro ABRÃAO, quando, em protesto pela prisão de Nfuka, lider juvenil da unita (está naprisão da ilha) se dirigia a embaixada americana. Encontra-se na 2ª esquadra No dia 8 de Setembro de 2011 13:19, Pedro Coquenão <pedroqualquercoisa@gmail.com> escreveu: Actualização 8.30 - Respondendo ao apelo que circulou por sms e nas redes sociais, juntaram-se muitas pessoas à porta do Tribunal da Polícia prestando solidariedade. 10 - O ambiente é bom. Continuam a chegar pessoas. 12 - Por volta desta hora, em coro, foi entoado: "Zé Dú bandido, o povo está cansado!" 13 - Há pouco, o jovem Nfuka, secretário da Jura foi detido. ... Entre grupos com cartazes, grupos a cantar em coro e outras solidárias espalhadas na frente do Tribunal, serão perto de 1000, mais carros e pessoas que param momentaneamente. Clima mais tenso agora depois de lider da juventude da Unita ter sido preso. Alguns manifestantes marcharam em direcção a Embaixada Americana. Polícia intercedeu. Carros foram apedrejados. ...”. Fim de citações. José Manuel Fernandes vive na fantasia, que ele próprio inventou, por razões que só ele conhecerá, mas com consequências que ele ao que parece, desconhece. Mas o grave é que ele desconhece porque quer desconhecer e não por falta de informação. Vejamos Luanda, a capital mais cara do Mundo. Derrotada a UNITA, morto o dr Savimbi, acordado o Memorando de Entendimento, o regime de Luanda, acarinhado por todo o Mundo, da Rússia aos EUA do sr Bush, passando por Portugal, todos respiraram fundo e acharam que o maná cairia dos céus, para todos, a partir daí. José Manuel Fernandes entre esses todos… O petróleo, os diamantes, o recomeço da economia produtiva e não somente rentista, geraram uma enorme oportunidade de acréscimo do PIB em Angola, o que, claro aconteceu, com ela a ser actualmente a maior produtora de petróleo de África, 2000000 barris de petróleo por dia, ( e, quando, neste sector se assume a produção deste montante podemos, à vontade acrescentar bem mais 500 000 barris…). O problema é que o acréscimo de produção não significou acréscimo da Distribuição da Riqueza, somente, um acréscimo limitado, bem limitado, dessa Distribuição, centrada na elite do partido no poder, o MPLA que, de membro da Internacional Socialista, se dedica a apoiar activamente a Internacional Democrática do Centro, apoiando activamente por exemplo o PSD, contra o PS, ( não esquecendo o apoio ao PCP, velho amigo), e calando assim todo o mundo. Investindo e muito em Portugal, em especial adquirindo propriedades e acções, a elite angolana tem sido um pulmão adicional interessante para a economia portuguesa, note-se. E ainda bem, porque sou defensor activo da Comunidade de Expressão Portuguesa e o reforço relacional no seu seio é essencial para toda ela. E, relevo que este investimento fora de portas não tem impedido de vermos um crescimento económico significativo neste país que é também o meu. Crescimento, no entanto, não distributivo e sem dar mostras de ser sustentavelmente desenvolvido. Por isso, pela má distribuição dos rendimentos e apesar do trauma da Guerra Civil, apesar do poder de fogo do Estado e do seu carácter bem violento, a Juventude começou a revoltar-se. José Manuel Fernandes que conheceu algo bem parecido na sua Juventude neste seu país, deveria lembrar-se de tal antes de escrever as asneiras que escreveu hoje no seu inefável texto no Publico! E, relevo, em Angola estamos a assistir ao principio do fim deste regime de José Eduardo dos Santos, somente ao principio do fim…sendo que eu anseio por que no Regime haja quem entenda a necessidade de Reformas aceleradas, a bem de Mudanças sem terríveis violências, tais como as vividas em 1977 e em 1992. Eis o que dá uma má distribuição dos rendimentos na mais cara capital do Mundo, onde os tais mercados amigos de José Manuel Fernandes dominam, atendendo ás especificidades de um pais “emergente” como Angola. Pois o que se passa em Portugal? Endividámo-nos em demasia? Sem duvida. Mas quem alimentou esse estado de espírito pró endividamento sem fim? Ponhamos os nomes. A CEE/União Europeia que disponibilizou fundos “sem fim” e sem controlo sério. Os Governos todos de Cavaco Silva a Sócrates mas, sem duvida com desbragamento superior com Cavaco Silva e António Guterres, sendo que Sócrates errou por uma intervenção de travagem do aquecimento da economia por defeito e tão só! Pelo que se endividamento tem responsáveis é bom que os mesmos assumam em conjunto essa responsabilidade e se esforcem seriamente por emendar o erro. E, relevo, Soares não está nessa lista de responsáveis. Mas há mais. A Banca Portuguesa. Mas, aqui sou obrigado a por um travão pois se a Banca alimentou o consumismo, confesso que entendo que o alimentou com alguma precaução e não no selvático e ganancioso modelo dos “conservadores” irlandeses e gregos. As grandes empresas de Distribuição. Que diria o senhor Belmiro de Azevedo se em 1975 lhe dissessem que iria estar entre os 300 mais ricos do Mundo? Alimentando benesses por todo o Poder Local possível, investindo em todos os partidos políticos, as grandes empresas de Distribuição alimentando o Consumismo desbragado, ao mesmo tempo que alimentaram sempre os mais baixos salários de Portugal, tudo fizeram pelo endividamento. Em especial das Famílias. As grandes empresas de Construção Civil. Impondo-se ao Estado, estas empresas são as grandes responsáveis pelo endividamento do estado, Central e Local, em Portugal. De novo Soares, o patriarca e republicano Soares, não está nesta lista. De repente, sem razão particular para além do endividamento, os tais “mercados”, os da alta finança que descreram da União Europeia, na verdade de toda a Europa, e da filosofia política da Europa, esta perigosa filosofia do que fez nascer o Estado Social, com líderes de Direita e líderes de Esquerda, atacam Estados com dividas, mas estáveis e capazes de encontrar soluções para superar o endividamento, impondo um crescendo de custos com os juros da dívida absolutamente insuportáveis. Imposição que, claro, não existe em Angola, pois o seu endividamento é chinês e não americano e, assim, ainda está de fora da influência dos da alta finança que só querem mesmo é destruir os Estados democráticos, que tanto dificultam a concentração da riqueza. Claro que se escreve muito sobre o crescimento Angolano, e bem, mas claro que quase nada se escreve sobre o como vivem os Angolanos, mais de 80% deles, que vivem com menos de dois dólares por dia! E, claro, José Manuel Fernandes nem deles fala. No entanto deveria ter mais juízo, dada a experiencia ganha durante o seu antigo esquerdismo, pelo menos isso. Porque se os Angolanos, que deixaram de conhecer alguma estabilidade vivencial desde 1975, económica, social e política, se revoltam, que pensa José Manuel Fernandes que pode acontecer com a perca de rendimentos, de direitos sociais, adquiridos no decurso destes últimos 37 anos? Posso entender que dificilmente, em Portugal, ( mas a crise não acontece somente em Portugal…), se viva uma Revolução, só que Soares não falava somente de Portugal. Mas estou certo que a tendência para a Violência é óbvia. E não o digo com prazer, mas sim com preocupação pois esse estar de violência, em Portugal, tende a ser mais aproveitado nas extremas direitas que no restante das famílias politicas. Tem juízo meu caro, não brinques com o fogo que te queimas! E muito! Joffre Justino
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

Há Asneiras A Não Repetir, Ou A Não Iniciar…

"Penso que é imperativo que o Governo português expresse às autoridades angolanas o seu protesto perante a agressão de que foram vítimas [durante a manifestação de sábado contra o chefe de Estado angolano] jornalistas portugueses da RTP, com destruição do equipamento, para além da repressão dos cidadãos angolanos", vincou a eurodeputada do PS. Em declarações à Lusa, Ana Gomes disse que o Governo português deve exigir também a "libertação de todos os manifestantes que ainda estão detidos" na sequência de uma "manifestação que até foi autorizada" pelas autoridades. A eurodeputada manifestou-se "muito preocupada" com as "notícias que chegam de Luanda" e adiantou que vai transmitir essas preocupações à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e ao Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. (retirado da Internet) A mais importante, para mim claro, é este silenciar perante estas detenções havidas em Luanda, na sequencia de uma manifestação absolutamente legal e cuja repressão, aliás, está a gerar, mesmo dentro do Regime e do Governo de Angola, significativo descontentamento. Por isso, começo este texto por divulgar o apelo ao Governo Português, da Deputada europeia, do PS, Ana Gomes. Os Direitos Humanos são distintivos na Governação, fazendo-a ou não Democrática. No entanto, há mais. Vi na comunicação social que se pretende, com o argumento da Crise e da necessária poupança dos gastos do Estado, deixar de comparticipar nas despesas das Cidadãs com a sustentabilidade da sua sexualidade, e do seu corpo felizmente reprodutor, estando a pílula entre os medicamentos que passarão a ter comparticipação zero. Não lembra a ninguém esta atitude. No país com um dos mais baixos Salários Mínimos da União Europeia, 485 euros, com uma das mais largas disparidades salariais entre Mulher e Homem, com a total inexistência de Educação Sexual que existe em Portugal, deixar de comparticipar na pílula, tem de ser considerado que se assiste a um claro retrocesso civilizacional! Inaceitável por todas as razões, até recordando o Bastonário da Ordem dos Médicos, que defendeu, e mais que bem, que existe a alternativa de taxar o fast food, como meio de apoiar o Serviço Nacional de Saúde! E posso até acentuar que sou um dos que, de tempos a tempos, utilizo a fast food na minha alimentação, por gosto. Mas, claro, moderadamente, porque a obesidade é um grave perigo para a saúde e eu já estou nessa faixa! Por esta via cria-se, tão só, uma situação de redução das Despesas do Estado pondo em causa, desnecessariamente, as implicações, na Saúde Pública, deste corte sem lógica, até comparticipação zero, nas pílulas, mas também nas vacinas contra o cancro no colo do útero. Confesso que estas medidas cheiram a imposição do foro religioso sobre toda uma sociedade, a portuguesa que, sendo maioritariamente católica, no campo da sexualidade se encontra em crise clara, em processo de rejeição mesmo, com as opções da Igreja Católica! Se os membros liderantes da Igreja Católica pensam que servem seus Valores com estas atitudes, seria de todo útil que, como eu, lessem atentamente a Bíblia pois esta rejeita, claramente, estas opções, impostas no ambiente cultural medieval que, (Bernardo de Calatrava é um exemplo, entre o Bem que fez, pois como Pessoa que era cometeu como todos erros), chegou ao ponto de assumir que, porque a Reprodução era também sexual, o Ser Humano era um ser de Pecado, que deveria desaparecer pela proibição total da Sexualidade. E, note-se, não estou a falar dos Cátaros, falo sim de membros da Igreja Cristã de Roma, medieval! Porque a Bíblia em nada conduz a considerar o Sexo como sendo um Pecado. Portanto os valores cristãos não estão em causa, em nada, nem com o preservativo, nem com a pílula, nem com qualquer outro processo contraceptivo! Mas a Saúde Pública está! Mesmo para os que como eu entendem ser grave este caminho para o suicídio colectivo dos Portugueses - 1,3 crianças por casal significa isso mesmo, um suicídio colectivo! Mas, sendo a gestão do nº de filhos por casal uma opção de cada família e de cada membro da mesma, há que pôr o dedo na verdadeira ferida – o baixíssimo rendimento médio familiar português é que fez com que em 40 anos se passasse de três filhos por casal para 1,3 filhos por casal! Mas existe ainda mais a reflectir hoje. Não sendo estatista, não o sou convictamente, e entendendo bem a solução do Fundo de Compensação do Trabalho, achando inclusivamente que os argumentos que vi escritos na comunicação social são ridículos, em nada me parece adequado ver nascer uma medida “à colectivista”, (o que nada tem a ver com a percepção comunitarista que devemos ter na minha opinião), de taxar todas as empresas por igual, 1% por trabalhador, para todos os sectores. Nem me parece que seja uma solução ver como tecto máximo o tal 1%! Aliás, entendendo que a Segurança Social é obra dos Trabalhadores e não do Estado, o que veementemente relevo, acho que há que ter mais paciência, dar mais tempo à ponderação, estudar melhor as situações e experiencias internacionais antes de decidir a seco. É inaceitável, por exemplo que a mercearia do meu bairro pague o mesmo que a SONAE, etc… Como entendo, para terminar, inaceitável que se tenha deixado de falar no aumento para 500 euros do Salário Mínimo Nacional! Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/
publicado por JoffreJustino às 16:42
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

“36 Milhões de Pessoas Morreram de Fome o Ano Passado…”

“En solo 10 minutos de reportaje Jean Ziegler deja muy claro que las personas que mueren diariamente de hambre y de sed actualmente en el planeta son asesinadas por la especulación criminal que de forma global se hace con los productos de primera necesidad.” (in youtube) No entanto, segundo a ONU e este seu especialista, Jean Ziegler, existem condições agrícolas para alimentar, e bem fora da “zona de fome”, 12 mil milhões de Pessoas, quase que o dobro das Pessoas do Planeta. Estamos mais uma vez a lidar com uma “lógica de mercado” que não tem especialmente a ver com a economia de mercado dos clássicos da Teoria Económica. E estamos porque, no momento actual, segundo o videoclip abaixo, 500 sociedades transnacionais, que agem fora dos esquemas dos Estados Nacionais, e por isso funcionam fora das regras do mercado, monopolizando sectores essenciais do mesmo, representam no momento 54% do Produto Mundial Bruto, larga parte dele colocado nas Bolsas Internacionais, submetido portanto à mais pura especulação financeira e ao mais completo descontrolo, por parte dos Estados e das Pessoas. Jean Ziegler, por isso, denuncia a economia actual, apresentando-a como uma economia do tipo feudal e não capitalista, isto é, fora das lógicas formais da economia de mercado, onde as lógicas monopolistas são expressamente consideradas como anti económicas, devendo ser, por isso, proibidas. A Globalização, tal como se apresenta hoje, é um evidente retrocesso, para uma parte substancial das Pessoas do Planeta. Precisamente porque ao desenvolver-se fora dos contextos nacionais, sem controlo por parte dos Estados, e sobretudo das Pessoas, originou processos de fusão que torna impossível que o mercado funcione. O lado financeiro da economia domina hoje toda a economia, desvirtuando a noção de Mercadoria, que se encontra totalmente dependente de interesses não dos consumidores, mas sim dos especuladores financeiros. Passando pelo crivo das Bolsas, as mercadorias vêm-lhes ser adicionadas um valor, estritamente financeiro, que encarece os produtos, mas, por outro lado, porque estes produtos têm de ter um Preço que cubra a sua componente financeira, e porque os Estados se encontram endividados sendo que 37 países do Planeta sobrevivem estritamente à custa de Importações suficientemente caras para descapitalizarem os mesmos fazendo com que a sua Agricultura se torne inviável e por isso deixando de existir. Não fazemos parte dessa parte do Planeta, mas vimos já como a Agricultura em Portugal perdeu em influencia económica e em produtos a colocar nos mercados locais, pois os produtores locais não encontram mercados para os seus produtos, fora “das regras”, “mais caros”, e sem meios de distribuição. Impondo-se por isso a Importação destes Bens Agrícolas, aparentemente “mais baratos”… E, claro, aumentando o endividamento dos Estados e das Pessoas. Nesta lógica nascem outro tipo de explorados, que se situam fora dos Mercados das economias avançadas, silenciados nos media, a não ser para recordar as Fomes em que vivem quase permanentemente, e acentuar a “bondade das caridades”, que nunca resolvem o cerne dos problemas. Não há pois nesta economia globalizada uma real Responsabilidade Social das Organizações, nem qualquer preocupação para com as Pessoas e tal tem-se vindo a reflectir na forma como a mesma economia globalizada ataca agora os Estados dos países mais desenvolvidos, por forma a fragiliza-los também. Deixemos manter esta situação, em que não nos preocupamos com a imensa maioria das Pessoas do Planeta e o tempo da desgraça para Nós também, chegará inevitavelmente! Na verdade, cada vez que esquecemos uma parte das Pessoas, estamo-nos a esquecer de Nós Mesmos, a prazo. Eis porque a luta pela Democracia, política, económica e social tem de ser Global, atendendo a todos os Cidadãos deste Planeta! Eis porque quando lutamos pela Regulamentação das Agencias de Notação, por exemplo assinando a Petição pela Regulamentação das Agencias de Notação, em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 , estamos a lutar em prol, também dos Mais Desfavorecidos do Planeta e a travar esta via para a desgraça Humana, que hoje nos é imposta! Vejam o vídeoclip abaixo, que recebi de gente amiga e que me sinto no dever de divulgar, preocupado que estou, obviamente, também, pela Qualificação Escolar e Profissional das Pessoas onde vivo, Lisboa que hoje estão afectadas nos seus rendimentos e vivem no seio de um Mercado de Trabalho altamente concorrencial exigindo mais e mais Qualificação, escolar e profissional, mas feita num contexto de forte formação cívica! Vejam pois o site da EPAR, Escola Profissional Almirante Reis, www.epar.pt ! http://www.youtube.com/watch?v=UeCPV0_d-U0&feature=share Joffre Justino .
publicado por JoffreJustino às 16:13
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Ah Esta Mentalidade de Caserna... (e um pouco mais sobre o João Soares…)

Para que não digam que sou antimilitarista, começo este texto dizendo que acho natural, nem bem nem mal, mas natural, que existam colégios militares. Nao pelas razões corporativas e ou corporativistas, mas porque entendo que existe uma forma de viver e pensar militar, que merece ser reflectida num subsistema de ensino próprio . Tal qual outras formas de viver e pensar merecem ter a sua expressão no Ensino, que, sobretudo por isso, não pode ser, todo, de forma alguma, publico! Mas o que já nao entendo é esta mentalidade de caserna, que leva um cronista, jurista, a achar que sério, sério, só pode ser um militar ! Há bons e maus militares, e a história dos submarinos entre outras mostra-o, ( para não falar da total falta de percepção estratégica dos Santos Costa e Américos Tomás, que golpearam Botelho Moniz e empurraram um Império inteiro para uma guerra fraticida, a colonial).. Note se que falo também, como é evidente, das "Secretas", onde também os há bons e maus, das direitas e das esquerdas...e refiro tal com experiencia vivida. De facto, por razões que têm a ver com a minha militância na UNITA, tive de conviver, todos os 15 dias, com um cidadão, civilista, que me disse ser do SIS, e que acredito que o era, que me mostrou uma inteligência estratégica e operacional, no contexto da análise da informação, bastante acima do normal… Não me perseguiu, não me chateou a cabeça, pelo menos visivelmente claro, mas sobretudo não inventou historietas sobre mim, limitando-se a um papel de analista de informação, o que, ainda por cima, me auxiliou a pensar a crise e a guerra civil angolana… Ao contrário de outros… Não entendo pois que, só porque um cidadão, alegadamente, trocou um posto de trabalho numa ONGOING por um conjunto de informações, se possa dizer que um militar se teria comportado de outra forma. Cheira-me a cortina de fumo, esta campanha, onde até um cronista, jurista, alinha. E má cortina de fumo diga-se, que, na verdade, só vem mostrar que quem andou na contra informação, todo o tempo, foi aquela “menina” da TVI e o seu excelso marido que, ao que parece, se sentam agora ao lado do tal “secreta”, no lado bem contrário do de José Sócrates, o que tudo sofreu, no que a campanhas de contra informação diz respeito… Nuvem de fumo realmente… Por isso prefiro comprometer-me e assumir, relativamente, um compromisso feito, ontem, a João Soares, durante o seu Jantar de Aniversário, compromisso imposto por ele claro, que seja dito – fazer, de certa forma, o relato daquele evento onde faltou, (e teve falta de comparência, José Eduardo dos Santos), mas onde não faltou, e trouxe até guarda costas, Kadhafi… Cumpriu pois, parcelarmente, o João, o compromisso que fizera connosco, no convite que nos fez chegar por SMS, e desta vez a horas decentes e não ás normais 04h da manhã, como acontece… Foi bem Aquela Festa, e espera-se que daqui a sete anos, o João assim o prometeu, simbólica e não simbolicamente falando, seja ainda melhor, pois nesta cantou-se ainda a Portuguesa e a Internacional, na menina voz da filha do João, ( um dos filhos, Jonas de seu nome, transfigurou-se em guarda costas de Kadhafi e depois no próprio..)! Não houve secretas por ali, nem sequer segredos, dos simbólicos e dos não simbólicos, mas houve comandantes do mar e sobretudo Bons Amigos! Parabéns João! Na verdade, contigo, nunca haverá mentalidade de caserna por perto! Aprendeste tal, também, com um que foi militar e guerrilheiro – Palma Inácio! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:37
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

A Tolice dos Subservientes

Jaime Antunes, mais alguém que não assina o texto e um tal ARF, no i, verberam hoje contra uma maior taxação dos Mais Ricos em Portugal, que, curiosamente, em vários outros países, os seus Mais Ricos disseram já que até agradecem essa maior taxação! Excepto os Mais Ricos portugueses claro, que não se sentem contentes, ao que parece, com o facto de estarem entre os 800 Mais Ricos da FORBES, (querendo mais claro), e viverem no pais com o salário médio ( e o mínimo) mais baixo da Europa. Não sou contra os Ricos , nem a inveja me rói ao ver um Rico, bem pelo contrário. Mas recordo muitas vezes aquele versículo da Bíblia, que diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico chegar ao reino dos céus. Porque estabelece uma opção de política económica, centrando a mesma na redistribuição, na solidariedade, no favorecimento da comunidade e não do individuo. Uma opção por uma clara economia social, assumida pela Pessoa e não necessitando de ser imposta. Reparem que o versículo não diz que é impossível o rico chegar ao reino dos céus, releva sim a tendência humana para a ganância e a luxúria, em contraponto da solidariedade. Bem, parece que estes três Mais Ricos de Portugal e em especial o senhor Américo Amorim, que esteve já, ou está, muito próximo do PCP, não se sentem muito próximos deste principio bíblico, cristão, mas também inerente aos restantes Grandes Livros. No entanto, felizmente, existe clara proximidade de opções entre o PR, o Governo e os partidos presentes no Parlamento, pelo que só resta ao sr Américo Amorim a opção da fuga aos impostos, se não quiser cumprir com um dever de solidariedade que tem o consenso de todos, menos dos que vivem para a ganância e a subserviência. Dirão estes que estas medidas são a retoma, por outra via, do reforço do papel do Estado e a negação de uma economia privatista, capitalista, de preferência sem qualquer Estado no meio, a não ser para proteger os bens dos Mais Ricos. Que é o caminho que globalmente alguns procuram impor, veja-se o papel das Agencias de Notação… Claro que é e acontece precisamente porque os Mais Ricos, em Portugal e não só, perderam a noção de Responsabilidade Social para com a Comunidade que os enriqueceu, mesmo quando falam muito dela e a apregoam em Fundações e Festivais de música, (onde voltam a ganhar bom dinheiro…), o que leva a que o Estado, mesmo o mais minimalista sinta a necessidade de intervir, com o incentivo até de alguns dos Muito Ricos. Como os neo liberais esqueceram um principio da economia de livre concorrência – a necessidade de travar os monopólios e os oligopólios por desvirtuarem a economia de mercado! Nos EUA as Instituições de Ensino, e de Saúde, como as de Investigação, privadas na generalidade, são fortemente apoiadas pelos empresários, muito grandes ou muito pequenos, precisamente porque existe essa cultura de proximidade real entre os Empresários e as comunidades onde se sediam. Cá, tirando casos excepcionais, na generalidade entre os pequenos e médios empresários, inventaram-se as Fundações para a fuga ao fisco e para rentabilizar de outra forma, de múltiplas formas diga-se, as fortunas. Existem excepções e cito, uma o Nabeiro e os cafés Delta. E, pela negativa, entre os que ignoram a solidariedade, relevo outra, sediada em termos de negócio na Comunicação, a fortuna Balsemão, que deixa um seu património, construído, ao total abandono ali para os lados de Moimenta da Beira, (curiosamente quase nem referido no livro de Fernando Rosas, Francisco Louçã e outros, sobre as Fortunas em Portugal…), precisamente porque é tempo de pôr os dedos nestas feridas de luxúria feitas. Relevo entretanto que como se viu já, o Governo de Sócrates, ao contrario do afirmado pelo PCP e pelo BE, na sua campanha contra o PS, pôs Portugal entre os países onde os Ricos mais pagam de IRS. Irá este imposto extraordinário resolver o problema da divida portuguesa? Claro que não e mesmo que o Estado impusesse a nacionalização das fortunas dos 20 Mais Ricos de Portugal não resolveria o problema da divida externa portuguesa. Aliás o problema em Portugal é sobretudo de ser ou não capaz de Valorizar o Saber e de o Saber se rentabilizar na actividade económica. Refiro um exemplo – um país com uma História de 900 anos e de 500 anos de Império, continua a achar que o Turismo se deve centrar no sol na praia e no golfe… Valorizar e integrar o Saber com o empresariado? Nem pensar! Basta passear por Conímbriga para se entender como o Saber em Portugal está de costas voltadas ao empresariado e ao Lazer. Basta ainda ver como a cortiça, o recurso natural que enriqueceu o sr Américo Amorim, continua a não se Valorizada com acrescento de Valor, continuando a ser vendida ao desbarato em bruto. E enquanto assim for, enquanto se desprezar em Portugal o Saber, o país pouco avançará, ainda que existam bons exemplos de mudança de mentalidades que raramente são relvadas. Portugal está pois dominado pela ganância e pelo desprezo pelo Saber. Neste tempo de economia da Informação e do conhecimento, a via por onde andamos é pois a via da falência. Porque o problema não está só na mentalidade generalizada, novoriquista, do consumismo a todo o custo, que não impele claro á Poupança e à capacidade de investimento, o problema está mesmo nestas costas ainda demasiado voltadas, entre as empresas e as instituições de Saber. Na EPAR esforçamo-nos por nos relacionarmos com as Empresas, por via da realização de actividades de Formação em Contexto de Trabalho e trazendo as Empresas as salas de aula, para transmitir aos Jovens o que é a actividade económica, mas pouco mais conseguimos diga-se. Apesar dos nossos mais de 200 Protocolos, apesar de um ou outro apoio, (e tenho de citar a Liberty Seguros e a REN, como quase casos únicos), o incentivo vindo das empresas para as Instituições de Ensino, pouco acontece. O que em nada Enriquece o País infelizmente…. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:30
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

A Típica Violência Que Também Desce do Norte!

Os latinos são tidos como gente violenta. E na verdade há também violência no Sul, e nos latinos em particular, até porque o que vemos acontecer em Londres acontece em “bairros multiculturais”, isto é, em bairros que de multiculturais pouco têm, pois a predominância é de cidadãos e cidadãs de origens múltiplas, com latinos também, claro, mas com muito poucos do Reino Unido, e que são tomados como tal, multiculturais, pelos britânicos, por neles viverem – demasiado predominantemente, estrangeiros. No entanto, a violência que explodiu em Londres, em consequência desta Global Crise, como vimos também na televisão, envolveu ainda os “típicos britânicos” também. Os pobres claro, não os britânicos ricos, ou classe média. O que também é característico de sociedades onde a explosão social acontece quando a governação, mesmo que democrática, ou precisamente porque democrática, se desinteressa dos Mais Carenciados, pensando neles somente numa lógica Caritativista e não de Redistribuição dos Rendimentos e Insercionista. Eis a temida violência a chegar. (Recordam-se que a violência, na II Globalização veio da Grã Bretanha, da Alemanha e da França…?) Porque ela, a violência, se espalhará, claro, por todos os países em crise, como se vê já na Grécia e em Espanha. Uns dirão – eis a Luta de Classes a chegar ao rubro! Eu direi recordando Marx, eis a Revolta a aquecer, mas sem que da Revolta nasça uma consciente Luta de Classes… Porque o que vemos acontecer são movimentos ainda demasiado inorgânicos para que sejam realmente a Luta de Classes a explodir. Na verdade, nada vejo a acontecer de sério nos países pobres… No entanto, na verdade, a Revolta está aí, até num “País Avançado”, “Rico”. Eis o resultado de uma Crise económica e social gerida em lógica neo liberal, a sério e não propagandística! Mas esta violência, feita de ataques a lojas e de pegar fogo a edifícios podres de mal tratados, resolve? Alguns dir-me-ão – mas não vês também o confronto com a Polícia? Bem, e eu respondo, então os pequenos lojistas, e os detentores de edifícios abandonados e até a Policia, são – o inimigo de classe? Ridículo não acham? Um prédio a menos, uma televisão a mais numa casa de um pobre, resolverá – o quê? O direito à Revolta é Justo, e basta recordar o INDIGNAI-VOS de Stéphane Hessel, o tal Manifesto, que aconselho veementemente a que seja lido, e que vendeu em 4 meses mais de um milhão e trezentos mil exemplares, para termos a certeza da Justeza desta Revolta. Como também da sua Ineficácia, a continuar assim. Porque esta Revolta não toca na essência do Poder e porque esta Revolta alimenta somente as Fúrias Conservadoras, e os Medos, em partes essenciais das Comunidades, tal qual sucedeu no pós 1929, de onde nasceram os nazismos e os fascismos que impuseram a II Guerra Mundial! Há que travar esta Revolta? Pergunta estúpida pois estas Revoltas não se travam, elas acontecem e têm de ser entendidas. Eu não estou sequer em Londres para entender o cerne do fenómeno social e, sinceramente, esta comunicação social que temos em nada ajuda a entender o mesmo. O que sei é que esta Revolta descerá também até Portugal, talvez com menos impacto, talvez com menos influencia nas Pessoas, em numero, mas descerá! É o mais que simples efeito de imitação – se eles fazem…. Alguma Esquerda dirá – que venha esse tal efeito imitação. Eu direi, ou prevenimos o mesmo, dando-lhe uma função social e política, ou o mesmo de nada servirá. E essa função social e política significa pôr o dedo onde doerá mais. Quem é então o Inimigo Principal, nos dias de hoje? Os que se aproveitam desta IV Globalização para enriquecerem mais ainda, para desestruturarem o adquirido social de protecção dos Mais Carenciados e de Solidariedade no seio da Comunidade, enfim, os que já escreveram que éramos PIGS, que as Agencias de Notação são a verdade de hoje, que os Estados têm de desaparecer das áreas económica e social, que a participação se resume ao voto periódico e que a Informação e o saber é só para alguns! Como atacar esse Inimigo Principal? Lá onde lhe dói mais, como diria alguém que tem ainda e sempre o meu respeito. Nas Nações Unidas, no Parlamento Europeu, em todas as Instâncias Internacionais de Poder. Exigindo Democracia Local e Global, Participação Local e Global, Regulamentação Local e Global. Lutando nas Ruas e Praças claro, porque a Praça é do Povo como os Céus são do Condor, como dizia o Poeta brasileiro, mas de olhos onde está o Poder e não de olhos onde está a barriga, as televisões, os edifícios abandonados. Porque se pusermos os olhos aí, dividir-nos-emos. A violência de Londres é somente um alerta – há cada vez mais quem esteja mais zangado! Mas não é a via. A violência de Londres chegará claro a Lisboa, se a via assumida até agora, a dos cortes orçamentais cegos, continuar, mesmo que em muitos casos os cortes sejam mais que justificados. Mas o aumento dos Transportes, o esvaziar do programa das Novas Oportunidades, não se explicam com um - porque sim! Até porque se viu já que no ultimo trimestre o Desemprego, com a governação socialista, já estava a baixar, pouco mas a baixar. Como se viu também que a cedência aos capatazes Agencias de Notação continua, e está instalada até em Washington, em Obama! Que nos viu até como exemplo a citar, imaginem, sendo certo que não é por acaso – já fomos, nós CPLP, Império, e fomos o 1º Império na 1ª Globalização! E acentuo, se os Estados baqueiam na sua função protectora dos e das Cidadãs que deveriam proteger, estes terão o direito à Autoprotecção! Ora os Estados estão a fraquejar, as elites estão a vergar, pelo que há que procurar alternativas em nós Cidadãos. Mas de forma consciente e não ficando na ridícula Revolta do televisor que levamos da loja para casa sem pagar! Ou na estrita manifestação de rua contra um Governo que não manda no cerne do problema, pois estamos já na IV Globalização e não na Revolução Industrial! E não resisto em terminar este texto com uma citação do já referido Manifesto Indignai-vos de Stéphane Hessel, do final deste mesmo Manifesto, “…nós os veteranos dos movimentos de Resistência e das forças combatentes da França Livre (1940-45), que não há duvida que “o nazismo foi vencido, graças ao sacrifício dos nossos irmãos e irmãs da Resistência e das Nações Unidas contra a barbárie fascista. Mas esta ameaça não desapareceu completamente e a nossa fúria contra a injustiça mantém-se intacta…E é por isso que continuamos a apelar a “uma verdadeira insurreição pacifica contra os meios de comunicação de massas que só apresentam como horizonte à nossa juventude uma sociedade de consumo, o desprezo pelos mais fracos e pela cultura, a amnésia generalizada e a competição renhida de todos contra todos””.
publicado por JoffreJustino às 17:51
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Entre Cerveira e a Crise do Imobiliário, (Ou entre Porto e Caminha)

Não tenho sentido estético, nem formação suficiente, académica ou outra, que me permita fazer apreciações sobre a Bienal de Cerveira, que tive a oportunidade de visitar este fim de semana, numa excursão organizada por uma associação de artistas com o apoio da Câmara do Seixal, e onde fui por incentivo da minha irmã, Helena Justino, pintora e o meu cunhado Manuel Rodrigues Vaz, jornalista e critico de arte. Posso, simplesmente, repetir o que me disseram, que se trataria de um dos eventos mais interessantes destas 16 bienais já vividas em Vila Nova de Cerveira, e que eu apreciei significativamente as suas componentes na pintura e na fotografia e bem menos na componente que denominarei de digital. Mas, quem sou eu? No entanto, já sinto ser meu dever a divulgação da minha extrema preocupação, quanto à evidente crise que vi ser vivida tanto no Porto, como em Caminha, (onde estava a acontecer uma bem curiosa Feira Medieval com uma forte, talvez demasiada, participação de artesãos e comerciantes galegos e uma bem mais pequena participação portuguesa!), como as fotos acima mostram – edifícios abandonados enorme, demasiada, profusão de placas com edifícios e apartamentos à venda). O Porto então, terra de meus pais e onde ainda tenho parte da minha família, está um autêntico Desastre! Edifícios abandonados, degradados, colocados à venda com a impressão de o estarem há já um bom tempo, relevam a existência de uma bem frágil e estagnada economia, por todos abandonada, pois, então na actividade económica em geral o que se vê são lojas vazias, escritórios abandonados, por toda a parte histórica desta maravilhosa cidade, uma das raízes de um que foi forte Império e de uma mais que dinâmica Urbe! (Felizmente ainda está bem forte e presente o FCP!...). Não se entende, aparentemente, como tal pode ser possível, pois a Região do Norte ainda é fortemente beneficiária dos financiamentos comunitários, dando a clara sensação de o município ter assumido uma posição de Deixandar até considerando o desleixo em jardins, nos passeios e no estado das ruas! Pretenderá este município deitar abaixo as raízes históricas do Património Construído Portuense? Se não pretende, garanto que bem que parece! Dói, a quem gosta do Porto, ver o estado a que esta cidade chegou e, mais que dói, assusta imaginar, o que tende a suceder no futuro imediato, tendo em conta a crise financeira do Estado e do município e, portanto, a sua incapacidade em dinamizar uma política de requalificação da Cidade. Segundo a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, no 1º trimestre de 2011, “Ao nível da produção, verificaram-se quedas na generalidade dos índices, que atingiram 20,9% no segmento dos Edifícios Residenciais, 11,9% no segmento da Engenharia Civil e 5,1% no segmento Não Residencial Privado.”, e, ainda, “Efectivamente, a evolução do peso dos desempregados oriundos do Sector no desemprego total tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos. Enquanto em 2008, em termos médios anuais, o peso era de 10,2%, em Abril já correspondia a cerca de 14,6%, numa clara tendência ascendente, contribuindo de forma bastante expressiva para o aumento da taxa de desemprego nacional.”, o que releva que a crise, neste sector, vem de 2008, caindo em cima da crise mundial que nos afecta enormemente, país de economia aberta que somos. Na verdade, desde, ao que parece, 2008 que chegámos ao fim de um ciclo, que poderemos denominar do ciclo “uma casa para cada família e uma rotunda para cada esquina” que, porque somos um país com uma classe média de baixos rendimentos, ( com um salário médio nos 800 euros como poderia ser de outra maneira…?), e porque somos um país de evidente decrescimento demográfico, só durou, e à custa dos financiamentos comunitários, 22 anos. E, note-se, durou tanto tempo porque houve, felizmente, muita Obra Pública a fazer, em consequência do laxismo social do regime salazarento . Na minha humilde opinião, realço que ainda não atingimos o auge da “bolha do imobiliário à portuguesa”, pois o excedente de habitações é evidente, e, ainda por cima, o parque habitacional antigo, detido em boa parte por esta classe média portuguesa totalmente descapitalizada, ( sei bem o que é ter um edifício com rendas com um máximo de 1,35 euros mês e um mínimo de 97 cêntimos, mês), não terá quaisquer condições para recuperar estes edifícios e, sequencialmente, colocá-los em regime de arrendamento, para Jovens casais (que, aliás, hoje, vivem em regime de baixos e instáveis salários), como já vi a CIP defender como medida de ultima instância para fazer recuperar este sector! À excepção do, claro, já significativo parque habitacional detido pela Banca portuguesa depois das falências das famílias que detinham edifícios e apartamentos por este país fora, pois essa sim terá capacidade de retoma com alguma vantagem, mas certamente de resultados bem diminutos, dadas as características remuneratórias dos Jovens casais. E falo nos Jovens casais porque os Jovens sós esses manter-se-ão nas casas dos pais enquanto puderem, como fazem há já vários anos! Definitivamente, cabe aos municípios encontrarem soluções, de Comunidade, para apoiarem medidas de recuperação do parque habitacional histórico, geradoras da recuperação das empresas da Construção Civil e do Imobiliário e, também, das famílias detentoras de edifícios e apartamentos. Soluções que necessitariam do apoio do Estado, no plano do Investimento. Ora como o Estado está falido, como redinamizar a economia, ou, pelo menos deste sector? Basta imaginar uma “revolução” na Lei do Arrendamento? Com valores de partida ao nível dos 97 cêntimos, é impossível, os resultados serão irrisórios a não ser que se liberaliza totalmente o mercado, o que geraria uma imensidão de famílias sem lar ! Daí talvez o Deixandar da Câmara Municipal do Porto! E, sobretudo, a razão de uma preocupação que me acompanha desde 2009, pois esta tendência para fazer depender o crescimento da economia do crescimento do sector da Construção Civil e Obras Públicas, que dominou a política económica portuguesa desde 1986 até 2005, só podia resultar em desastre, neste Desastre! Como já referi, o mercado é diminuto em dimensão e em rendimentos médios, e hoje, simplesmente terminou com este impasse! Há mais habitação que a necessária, há rendimentos médios demasiado baixos e há um segmento proprietário totalmente descapitalizado, incapaz de recuperar o parque habitacional antigo por ele somente! Ao que temos de acrescentar agora um Estado em grave crise financeira e gerido por uma equipa neo liberal, e dominado por uma União Europeia dominantemente neo liberal! Trata-se na verdade do caso da pescadinha de rabo na boca – onde encontrar a solução? Somente em mais endividamento do Estado, o que é hoje, completamente impossível, e, por isso, a premência no controlo e na Regulamentação das Agencias de Notação! Exigência de defendo desde há um ano, sem grandes resultados note-se! Porque existem endividamentos e endividamentos, pois uns rentabilizam-se e outros degradam mais a situação, e as negociações entre democratas e republicanos nos EUA mostram tal, tal como mostram a incapacidade em sair da pescadinha de rabo na boca! Ora as Agencias de Notação, preocupadas somente com o ataque estratégico à União Europeia e ao euro, não querem saber de tal e a própria União Europeia que alimenta a senda neo liberal parece que tende a sustentar a degradação das economias mais frágeis, sem qualquer contemplação! Por isso entendo que há que criar uma Opinião Publica mais informada e mais interventiva e daí o Colóquio que a EPAR vai realizar a 22 de Julho, na EPAR, Escola Profissional Almirante Reis, pelas 21h, na rua do Paraíso nº 1, em Lisboa, As Agencias de Notação, a Europa e a Crise Mundial, onde intervirão os Doutores Fernando Gaspar e Julio Dias, assim como eu mesmo. Joffre Justino .
publicado por JoffreJustino às 12:34
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